Posição Geográfica e Superfície
Chipre é uma ilha com 9.251 km². A distância entre os seus extremos Leste e Oeste é de 240 Km e de 100 km entre Norte e Sul.
Situada no ponto de cruzamento da Europa, África e Ásia, ocupa uma posição estratégica no Mediterrâneo Oriental. Esta posição é muito próxima das grandes rotas comerciais que ligam a Europa ao Médio Oriente, à Rússia, à Ásia Central e ao Extremo Oriente.
 

Topografia
Olympos (1.953m) é o ponto culminante do maciço de Troodos. A planície de Messaoria é a Planície Central de Chipre. Não existem rios permanentes mas apenas alguns riachos e nascentes.
 

Clima
O clima é Mediterrânico com invernos suaves e húmidos (temperatura mínima durante o dia 5ºC) e verões quentes e secos (temperatura máxima durante o dia 36ºC).
 

Flora e Fauna
As regiões florestais representam 17% da ilha. A vegetação natural inclui florestas de árvores de folha perene e caduca, arbustos e flores. A flora compreende cerca de 1 800 espécies, subespécies e variedades. Cerca de 140 são originárias de Chipre.
Podemos também encontrar 365 espécies de pássaros das quais 115 se procriam na ilha. Duas espécies e 5 subespécies foram classificadas como indígenas.
De entre os animais, o moufflon é o mais notório. Trata-se de um animal tipo cabra montês, exemplar único no mundo.
 

Relações Internacionais
Em matéria de política estrangeira, o Governo de Chipre alinha-se com a posição da União Europeia no âmbito da sua Política Comum de Negócios Estrangeiros e Segurança. Desde 1974, os esforços do governo têm-se focado principalmente em abolir a ocupação militar da Turquia e a subsequente divisão da ilha. Apesar de se ter sempre identificado com o Ocidente, Chipre tem também desenvolvido relações com Israel, com o mundo Árabe, com países da América Latina e com o Continente Africano. Chipre é membro de muitas organizações internacionais incluindo:
- Organização Mundial do Comércio (WTO)
- Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE)
- Comunidade Britânica (Commonwealth)
- Conselho da Europa (CoE)
- Nações Unidas (ONU) e as suas agências especializadas
- Banco Mundial
- Fundo Monetário Internacional (FMI)
 

Membro da União Europeia
No 1 de Maio de 2004 a República de Chipre tornou-se membro de pleno direito da União Europeia.
A adesão à União Europeia foi uma escolha natural para Chipre, ditada não só pela sua cultura, civilização e história, como pela sua perspectiva Europeia e adesão aos ideais de democracia, liberdade e justiça.
A aplicação das leis e regulamentos da União Europeia (o acquis communautaire) encontra-se suspensa na zona sob ocupação militar Turca, pendente da solução do problema da divisão da ilha. Entretanto, o governo de Chipre, em cooperação com a Comissão da União Europeia, tem vindo a promover acordos para facilitar o aumento de transações económicas entre as duas comunidades e melhorar o nível de vida dos Cipriotas Turcos.
Estrategicamente situado no cruzamento da Europa, Médio Oriente, Norte de África e Ásia, Chipre tornou-se um centro regional de negócios de importância crescente e um centro internacional de comunicações e transporte.
Com uma infra-estrutura moderna, um sistema legal sólido, incentivos fiscais, baixa criminalidade e uma força laboral com alto nível de educação, Chipre é uma privilegiada plataforma regional de operações para empresas europeias.
Desde a sua adesão à União Europeia, Chipre tem introduzido reformas estruturais significativas que têm transformado o seu quadro económico.
O comércio e as taxas de juro foram liberalizados acompanhando a abolição do controlo de preços e as restrições ao investimento.
Espera-se que o novo contexto político criado pela adesão à União Europeia tenha um impacto positivo nos esforços para alcançar uma solução para o problema da divisão de Chipre que reunirá o seu povo e reintegrará a sua economia.
 

População
837.300 (Janeiro 2005)*
77,8 % (651.100) Cipriotas Gregos**
10,5 % (88.100) Cipriotas Turcos
11,7 % (98.100) residentes e trabalhadores estrangeiros.
Densidade demográfica: 88.4 habitantes/km².

* Este número não inclui os colonos ilegais (122.000) residentes na parte Norte ocupada de Chipre.
** Inclui os 8 000 Maronitas, Arménios e Latinos que optaram por se juntar à comunidade Cipriota Grega.
 

Estatísticas Demográficas (2003)
Taxa de Natalidade 11,2 por mil
Taxa de Mortalidade 7,2 por mil
Taxa de Crescimento 2,1%
Esperança Média de Vida (Homens) 77,0
Esperança Média de Vida (Mulheres) 81,4
 

Cidades População (Jan 2005)
Nicósia (Capital) 219 200*
Limassol 172 500
Larnaca 77 000
Pafos 51 300
Famagusta 38 960**
Morfou 7 466**
Keryneia 3 892**
* População da parte livre da cidade.
** Cidades sob ocupação Turca. Dados anteriores à invasão Turca de 1974.
 
Idiomas
O grego e o turco são os idiomas oficiais. O inglês é amplamente falado.
 

Religião
Os Cipriotas Gregos são predominantemente cristãos aderentes à Igreja Autocéfala Grega Ortodoxa de Chipre. Os Cipriotas Turcos são muçulmanos enquanto as minorias Cipriotas Maronitas, Armena e Latina pertencem a outras denominações cristãs.
 

Herança Cultural
- Povoações do Neolítico.
- Monumentos das épocas Clássica, Helénica e Romana.
- Igrejas e Mosteiros Bizantinos e Latinos.
- Fortificações e castelos das épocas Lusignan e Veneziana (Séculos XII a XVI).
- Mesquitas.
 

Nações Unidas
A UNFICYP (Força da ONU para manter a Paz em Chipre) encontra-se na ilha desde 1964. Foi criada depois das hostilidades entre as duas comunidades, em Dezembro de 1963, e das ameaças de invasão feitas pela Turquia.
A sua principal missão é a de vigiar a zona entre as zonas ocupada e livre e manter o “cessar-fogo” implementado pelas Nações Unidas visto que 43 000 militares turcos continuam a ocupar a parte norte da ilha.
 

Bases Aéreas Britânicas Soberanas
Existem duas bases militares de soberania Britânica ao abrigo dos acordos de 1960 que garantiram a Chipre a sua Independência do Domínio colonial Britânico.
 

História
Segundo evidências arqueológicas a civilização de Chipre remonta há 11 000 anos (9º milénio AC), ou seja, à Idade da Pedra ou inícios do Periodo Neolítico.
A ilha adquiriu o seu carácter grego depois de ter sido colonizada pelos Gregos de Micenas-Egeu entre os séculos XI e XIII AC.
Colonos da Fenícia chegaram à ilha em meados do Séc. IX AC ocupando principalmente a zona costeira de Kition.
Chipre veio mais tarde a ficar sob os domínios Assírio, Egípcio e Persa (Séc. VIII – IV AC). Tornou-se parte do Império Romano entre 30 AC e 330 DC.
Conservou no entanto a sua identidade Grega e como parte do Estado Helénico Ptolomaico (310 – 30 AC) e parte do Mundo de língua Grega de Bizâncio, (330 AD – 1191), manteve viva a sua herança cultural.
A cultura e a língua Gregas prevaleceram através dos séculos seguintes mesmo quando Chipre veio a ficar sob o domínio de vários poderes estrangeiros – o Rei Ricardo Coração de Leão de Inglaterra e Cavaleiro Templário (1191–1192), os Francos Lusignans (1192–1489), os Venezianos (1489-1571), os Turcos Otomanos (1571–1878) e os Britânicos (1874–1960).
Os Cipriotas Gregos mantiveram uma luta de libertação anti colonial contra o governo Britânico de 1955 até 1959. Em 1960, Chipre conquistou a sua independência.
Pelos acordos de Zurique-Londres, a Grécia, a Turquia e a Grã-Bretanha seriam os garantes da independência do país e a Grã-Bretanha conservaria duas bases aéreas soberanas. O poder político seria partilhado entre os Cipriotas Gregos e os Cipriotas Turcos numa relação 7:3.
A comunidade Cipriota Turca, descendente de Turcos Otomanos que tinham ocupado a ilha entre 1571 e 1878,
18% da população, assegurava 30% da representação no Governo e instituições do Estado.
A comunidade Cipriota Turca tinha ainda direito de veto em assuntos de maior importância.
Durante séculos as duas comunidades mantiveram relações de paz e amizade. No entanto os acordos de Zurique-Londres e a Constituição de 1960 não asseguraram convenientemente a harmonia interna nem a interferência estrangeira.
A própria Constituição enfatizava diferenças entre os Cipriotas Gregos e Cipriotas Turcos encorajando mais a divisão do que a integração das duas comunidades. Os Cipriotas Gregos estavam decididos a fortalecer a Unidade do Estado mas os líderes Cipriotas Turcos, sob forte pressão da Turquia, procuraram a segregação étnica e a separação geográfica. Tudo isto levou a conflitos entre as duas comunidades durante os anos 1963 e 1967, a ataques aéreos e a ameaças de invasão pela parte da Turquia. Os Cipriotas Turcos deixaram de participar no Governo.
Conversações inter comunitárias, patrocinadas pelas Nações Unidas, decorreram entre 1968 e 1974. A tensão entre as duas comunidades diminuiu e a violência praticamente desapareceu durante este período.
 

Invasão Militar e Ocupação Turca
A 15 de Julho de 1974 a Junta Militar que governava a Grécia patrocinou o golpe de Estado que pretendia derrubar o governo democraticamente eleito de Chipre. A 20 de Julho, a Turquia, a coberto deste golpe, e em violação dos códigos internacionais que ela própria subscreveu, invadiu Chipre com o pretexto de restabelecer a ordem constitucional. Em vez disso apoderou-se de 36,2% do território de Chipre na parte Norte, um acto condenado universalmente como uma clara violação da lei internacional e da Carta das Nações Unidas. A Turquia tem desde então desafiado as resoluções das Nações Unidas que exigem a retirada das tropas estrangeiras da ilha.
A invasão e ocupação tiveram consequências desastrosas. Milhares de pessoas foram mortas e mais de 142 000 Cipriotas Gregos que viviam no norte – mais de ¼ da população – foram deslocados das suas habitações, tornando-se assim refugiados. Outros 20 000 Cipriotas Gregos em zonas enclaves na área ocupada foram gradualmente obrigados, sob intimidação e recusa dos seus direitos humanos fundamentais, a abandonar as suas casas e a procurar refúgio na área controlada pelo governo. Hoje permanecem cerca de 535 pessoas nestes enclaves.
70% do potencial da produção da ilha foi perdido e 30% da população ficou no desemprego. Os Cipriotas Turcos foram obrigados a deslocar-se para a zona ocupada de acordo com a política de segregação étnica da Turquia.
Cerca de 1 476 Cipriotas Gregos civis e militares desapareceram durante e depois da invasão. Muitos foram presos pelos Turcos e alguns foram vistos em prisões na Turquia e na zona ocupada antes do seu desaparecimento. O destino destas pessoas, salvo poucas excepções, é ainda hoje desconhecido. A Turquia continua a recusar a investigação do seu paradeiro.
Adicionalmente, a política de enviar para as áreas ocupadas de Chipre colonos da Turquia, modificou a demografia da ilha de tal forma que o número de colonos ilegais (160 000) ultrapassa (em quase 2 para 1) o de Cipriotas Turcos residentes.
Grande parte da rica herança cultural nas áreas ocupadas tem sido destruída e vandalizada e locais de culto têm sido profanados.
Uma série de resoluções, tanto da Assembleia Geral, como do Conselho de Segurança das Nações Unidas, bem como resoluções adoptadas por numerosas organizações internacionais, reflectem a condenação universal da invasão perpetrada pela Turquia e todas as suas acções subsequentes de agressão contra Chipre, exigindo o retorno dos refugiados às suas casas em segurança e a revelação do paradeiro das pessoas desaparecidas, o devido respeito pelos direitos humanos de todos os Cipriotas e à independência, soberania e integridade territorial de Chipre.
Além disso, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos acusa o Governo da Turquia como responsável pelas violações sistemáticas e flagrantes dos direitos humanos em Chipre.
Sucessivas conversações, patrocinadas pelas Nações Unidas desde 1974 entre as comunidades Cipriotas Grega e Turca para resolver o problema de Chipre e reunir o país, têm sido sabotadas pela Turquia que tem procurado uma solução que na realidade deixaria Chipre permanentemente dividido e refém de interesses estrangeiros. Os Cipriotas Gregos, por outro lado, têm insistido na genuína reunificação da ilha e do seu povo.
A última tentativa das Nações Unidas resultou na apresentação de um plano do Secretário Geral para uma solução integral do problema de Chipre. A 24 de Abril de 2004 o povo de Chipre foi convidado a aprovar ou rejeitar a proposta do Secretário Geral (o Plano Annan V) através de referendos que tiveram lugar simultânea e separadamente nas duas comunidades. Uma clara maioria de 75,8% dos Cipriotas Gregos rejeitou a proposta do Plano Annan pois sentiram que o plano incorporava arbitrariamente muitas exigências de última hora da Turquia. O Plano não era equilibrado e não correspondia às principais preocupações com os temas da segurança, do funcionamento e da viabilidade da solução. Com o seu voto os Cipriotas Gregos não rejeitaram a solução do problema de Chipre, a qual permanece o seu objectivo principal, mas apenas este Plano concreto.
Além disso, não viraram as costas aos seus compatriotas Cipriotas Turcos que aprovaram o plano com uma maioria de 64,9%. Ao contrário, os Cipriotas Gregos têm trabalhado para uma solução que venha ao encontro das expectativas das duas comunidades.
O voto “não” no referendo deve ser interpretado como uma expressão legítima das preocupações reais que levaram à rejeição de um plano com sérios defeitos que não providenciava, entre outras coisas:
- A saída de tropas estrangeiras e de colonos do solo de Chipre e a abdicação do direito a intervenção unilateral de forças estrangeiras em Chipre;
- Garantias adequadas para assegurar que os compromissos entre as partes fossem cumpridos;
- O reconhecimento dos direitos e interesses dos Cipriotas Gregos que foram deslocados à força das suas casas em 1974 e o plano de compensação que não requeira que os Cipriotas Gregos financiem a restituição das suas próprias propriedades;
- O direito de qualquer Cipriota adquirir propriedade e de viver onde quer que deseje;
- Um governo funcional sem restrições de voto baseadas em diferenças étnicas.
O governo de Chipre continua a trabalhar para a reunificação genuína de Chipre e para a integração do seu povo e economia no contexto de uma solução funcional e viável – uma solução que traga a paz, prosperidade e um futuro melhor para todos os cidadãos de um Chipre unido dentro da União Europeia.
 

Economia
Apesar do problema político continuar até agora sem solução, a economia de mercado livre na área sob o controlo do governo alcançou uma recuperação notável desde 1974.
O êxito da economia é atribuído, entre outros factores, à adopção de um sistema económico orientado ao mercado, às políticas macroeconómicas sólidas dos sucessivos governos, como também à existência de uma comunidade empreendedora dinâmica e flexível e a uma mão de obra altamente qualificada.
Nas últimas duas décadas Chipre passou de uma economia agrícola (que hoje representa 4,1% do PIB) a uma economia de serviços e de manufactura leve. O sector Secundário representa 19,6% e o Terciário 76,3%.
A média de crescimento anual tem sido nos últimos 5 anos de 3,4%. O rendimento per capita corresponde a 81.6% da média dos 25 Estados membros da União Europeia em 2004.
Chipre alcançou o 25º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas em 2003.
Chipre é hoje um destino turístico de grande importância com uma economia moderna que oferece serviços dinâmicos e uma avançada infra-estrutura.
 

Dados Económicos
Rendimento per capita: € 17 211,00 (2007)
Inflação: 2,1% (2006)
Nível de Crescimento: 3,8% (2006)
Desemprego: 4,0% (2006)
População Activa: 360 000 (2006).
 

Negócios Internacionais e Marinha Mercante
Chipre é um centro de negócios com muitas Instituições Bancárias internacionais e com mais de 1 000 sucursais de companhias estrangeiras.
Chipre conta igualmente com uma das principais frotas mundiais da Marinha Mercante.
A posição estratégica de Chipre fez do país uma ponte ideal para negócios com a União Europeia e o Médio Oriente.
 

Indústria de Tecnologia de Ponta
O desenvolvimento industrial é um dos principais objectivos do Governo. No âmbito desta política, o Governo introduziu um programa para a criação de novas empresas de tecnologia avançada e de inovação.
 

Serviços
O Sector terciário é a área de mais rápido crescimento e é hoje responsável por 76,3% do PIB e 72,3% da população remunerada. Este sector inclui o turismo, transporte e comunicações, comércio, serviços bancários, seguros, contabilidade, sector imobiliário, administração pública, saúde, educação e serviços.
O turismo tem um papel importante na economia. Em 2004, contribuiu com 7,7% para o OGE. Emprega 9,7% da população activa.
Em 2004 mais de 2 350 000 turistas visitaram Chipre principalmente do Reino Unido (56,7%), dos países Escandinavos (6,2%), da Rússia e de outros países da ex-União Soviética (3,6%), da Alemanha (6,9%), da Grécia (5,7%) e de França (2,0%).
O papel de Chipre como centro regional de serviços tem vindo a aumentar e estão em curso planos para promover a ilha como centro internacional de informação.
 

Produção
Os produtos manufacturados representam 9,4% do OGE e empregam 10,2% dos trabalhadores. As principais indústrias relacionam-se com comestíveis, bebidas, tabaco, têxteis, confecções, calçado, peles e curtumes, produtos metálicos, químicos e plásticos.
 

Importações
As principais importações são matérias-primas, bens de consumo, bens e capitais, equipamento para transportes e combustíveis. Em 2003, 54% das importações vieram da União Europeia (15), principalmente da Grécia (12,2%), do Reino Unido (7,6%), da Itália (9,9%), da Alemanha (8%) e de França (3,9%).
As importações provenientes dos Estados Unidos representaram 4,5% e do Japão 4,6%.
 

Exportações
As principais exportações são têxteis, calçado, produtos farmacêuticos, cimento, tabaco, mobília, produtos de papel, vinhos, batatas e citrinos. Em 2003, 54,7% da exportação foi para países da União Europeia.
 

Recursos Naturais
Os recursos naturais são cobre, gesso, madeira, mármore, ebonite e pigmentos minerais, mas nenhum destes existe em quantidades significativas. A água é um recurso escasso em Chipre. Este problema tem sido resolvido por meio de construção de barragens e de estações de tratamento de água salgada.
 

Meio-ambiente
A política ambiental tem merecido uma atenção muito especial sobretudo após a adesão de Chipre à União Europeia.
 

Saúde e Segurança Social
Os funcionários públicos, refugiados e as famílias com menores rendimentos beneficiam de cuidados médicos grátis. O número de habitantes por médico era em 2003 de 384.
O sistema social de segurança abrange todos os trabalhadores e os seus dependentes com protecção ao desemprego, doença, maternidade, viuvez, acidentes de trabalho, terceira idade e a morte. Há também um conjunto de serviços sociais que inclui centros de infância, facilidades para deficientes, habitações gratuitas para refugiados resultantes da invasão militar Turca, subsídios de renda e assistência financeira a organizações comunitárias.
 

Educação
A educação é obrigatória e gratuita até aos 15 anos.
Chipre encontra-se bem classificado no que diz respeito ao ensino superior. 64% dos que completaram o ensino secundário em 2003 continuaram os seus estudos. Mais de metade dos estudantes continuam os seus estudos no estrangeiro, principalmente na Grécia (64,7%), no Reino Unido (17%) e 8,5% nos Estados Unidos.
Em Chipre, no ano lectivo de 2002/2003, 54% dos estudantes que continuaram a sua educação no estrangeiro e 49,5% dos matriculados em cursos do ensino superior eram mulheres.
 

Cultura
A vida cultural é intensa. A literatura, a poesia, a música, a ópera, o drama, a dança, a pintura e a escultura são algumas das suas manifestações.
Existe também um número significativo de museus, incluindo o Museu Arqueológico em Nicósia e Galerias de Arte. A Galeria Estatal apresenta permanentemente a Colecção do Estado “Arte Contemporânea de Chipre” enquanto, periódica e paralelamente, apresenta outras exposições importantes.
 

Comunicação Social
A Constituição salvaguarda a liberdade de expressão e os meios de comunicação social.
Existem¬ 8 jornais diários e um grande número de semanários e periódicos em circulação, 7 canais de televisão que emitem para toda a ilha, 6 canais locais, 10 estações de rádio que emitem para toda a ilha, 38 estações de rádio locais e 1 Agência Noticiosa (Agência de Notícias de Chipre).
Existe ainda um número de redes de satélite e cabo de assinatura privada. Chipre serve também como base a um número de postos internacionais de notícias e a correspondentes que cobrem a região do Médio Oriente.
 

Adesão à União Europeia
No dia 1 de Maio de 2004, assinalando a adesão de Chipre à União Europeia, o Presidente da República, Tassos Papadopoulos, declarou:
«Este momento assinala um importantíssimo passo na história de Chipre. É o segundo momento decisivo mais importante depois da proclamação da República de Chipre em 1960. Este momento marca com êxito uma longa caminhada de um novo trajecto e de uma nova época para Chipre. De hoje em diante a República de Chipre torna-se formalmente um membro da União Europeia. Transforma-se num membro de pleno direito, membro inseparável da grande família Europeia.
A grande alegria que advém da nossa adesão à União Europeia está ofuscada pela nossa dor por não podermos celebrar este momento juntos com os nossos compatriotas Cipriotas Turcos e pela nossa grande desilusão por faltar uma solução para o nosso problema nacional.
Não queremos ser os únicos a beneficiar da nossa adesão. Queremos compartilhar os benefícios com os Cipriotas Turcos. Eles também têm direito a estes benefícios e a esta alegria como cidadãos legítimos da República de Chipre. Nós esperamo-los. O seu lugar é connosco, para que possamos embarcar juntos, de mãos dadas, no novo percurso que começa hoje no interesse de todos nós, para o benefício do nosso país comum. Uma Pátria reunida.
A nossa adesão à União Europeia não nos traz somente direitos. Traz-nos também obrigações e responsabilidades. Reivindicaremos e desfrutaremos dos nossos direitos. Ao mesmo tempo cumpriremos as nossas obrigações e as nossas responsabilidades. O nosso alvo e ambição não é vir a ser um membro problemático da União mas um parceiro construtivo e criativo».
 

República de Chipre www.cyprus.gov.cy
Turismo www.visitcyprus.org.cy
Ministério Negócios Estrangeiros www.mfa.gov.cy
Parlamento www.parliament.cy
Ministério Finanças www.mof.gov.cy
Ministério Comércio, Indústria e Turismo www.mcit.gov.cy
Informação e imprensa www.moi.gov.cy/pio
Planeamento www.planning.gov.cy
Estatística www.mof.gov.cy-cystat
Banco Central www.centralbank.gov.cy
Noticias de Chipre www.cna.org.cy
Universidade de Chipre www.ucy.ac.cy